quarta-feira, março 28, 2007


O céu, afinal



Alcançarei o céu, ainda,

No voo silencioso do vento,

Que vagamente flutua

Entre o poente e o levante

Num beijo fundo e intenso.

O céu, afinal

Permanece incólume,

Indiferente aos tombos dos fugitivos,

Marinheiros solitários

Amantes das mil certezas,

Procurando cair noutros braços.





Ne cherche pas les limites de la mer.

Tu les détiens.

Elles te sont offertes au même instant que ta vie évaporée.

René Char in “Poèmes des Deux Années”