quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Exuberâncias dos infernos ao crepúsculo



Um sorriso amargo, esboçado sem convicção,
Perante a infinita tristeza das fotografias de pontes sensíveis,
Testemunhos cegos de um universo tortuoso,
Abordagens retorcidas e estilhaços
Cravados, sem aviso, nos meus pesadelos.

Um sorriso amargo, escondido,
Perante os desejos sublimados,
Os devaneios febris da vida sem sentido,
Perdidas em desertos nocturnos de aridez profunda,
Em páginas de cinzento escuro nas mãos.

Um sorriso amargo, fingido,
Esvaindo-se em cansaço e abandono,
Cedendo à morbidez fluida e aberta de respirar o mundo dos suicídios,
Perder o sono com estranhos, sem os ver,
Sem ter coisas para dizer,
Prolongando o absurdo,
Forçosamente divagando sobre as nuvens negras destes dias.