terça-feira, agosto 12, 2008


Crepúsculo

Ébrios,
Sossegamos ao crepúsculo
Emudecidos,
Escrevendo a café e silêncio,
O temor e a surpresa,
A aceitação da eternidade,
Os instantes sem distância,
Depois de nós e de todos e o mar, sem horizonte,
Dormindo sobre as palavras,
Dançando sobre o amor,
Rindo sobre o calor despertado, que irrompe
E se desfaz,
Todos os dias,
Finito, como nós.


“(…)baila, con el corazón apuñalado, cantay ríe porque la herida es danza y sonrisa,(…)”
in La Bailarina Apuñalada de Nazik Almalaika
– traduzido por Maria Lucia Prieto.)

(Thira - Santorini - Grécia)