quinta-feira, dezembro 28, 2006


Perder

Adivinho-te o ínfimo termer dos dedos junto ao peito,
O medo que se insinua num sorriso sem luz,
A atenção presa nas poucas folhas que já restam
Do Outono, lá fora,
Os teus sentidos lambendo cada nesga de movimento,
Adormecendo-me a tristeza,
E quase tudo o que me lembre, agora.

É-me difícil sentir mais qualquer coisa,
Nada dizer,
A exaustão fecha-nos qualquer livro,
Arrefece e mata as intrigas e histórias de qualquer dia
Como pinturas fortivas sem movimento.


Perdi-me a meio do dia

No fundo da rua, no fim da cidade

No dia em que enlouqueceste