terça-feira, maio 22, 2007


Primavera


A limpidez do dia passava
Medida no tempo das coisas,
Das pessoas misturadas
Nas cores frias dos telhados,
Confudidas nos desenhos das sombras.

Não conheço ninguém nesta luz tão húmida,
Na música que flutua entre as torres,
Entre cada esquina que hiberna mais um ano.

Penso no que farei amanhã,
Fugir nas furiosas paixões das avenidas largas,
Dos mundos que se repetem em cada pessoa,
Guardadas em todas as grades que rodeiam os jardins.

Cheira a verde, a água e a árvores tombadas
A primavera no Norte.