terça-feira, novembro 21, 2006


Gare do Oriente

Os risos,
Na claridade profunda daquele dia,
Estendendo-se até ao rio próximo,
Debruçando-se dentro das dúvidas de outras horas,
Presos ao que há-de ser,
Ao que já foi e ardeu lentamente no esquecimento,
Como o meu nome, o teu,
Devorado vezes sem conta,
Quando nos alimentámos de prazer,
Indiferentes à mudança das luzes,
Dia ou noite,
Vigiados pelos braços da estação,
Ao longe,
Mas abraçados, como nós,
Aqui,
Devagar,
Como o aproximar dos comboios.